O Sporting CP venceu no reduto do AR Freixieiro por 5-3,
confirmando a invencibilidade na Fase Final desta época.
Foi um jogo de festas: no início, o Freixieiro recebeu a
taça distrital de campeão do Porto e os seus atletas e staff as respetivas
medalham.
Em relação ao jogo o Sporting começou dominador, rápido
sobre a bola e a criar dificuldades à equipa da casa. Logo no primeiro minuto,
Ruben tem um espetacular remate colocando a bola na “gaveta” não dando qualquer
hipótese a Rui Gonçalves. Os jovens leões mantinham o ritmo e perto dos sete
minutos, o segundo golo leonino.
O Sporting dominava o jogo, criava situações de golo, mas
não concretizava. Com o passar do tempo, a equipa de Alvalade começou a ser
menos pressionante, a cometer mais erros nos passes e o Freixieiro começou a
sair da sua zona defensiva e a aproximar-se da área de João Amaral. Aos 16
minutos, o Sporting ficou a ver os visitados a jogar e Miguel Tomás solto na
área reduzia a vantagem leonina. Um golo que deu ânimo aos Campeões do Porto
que conseguem chegar à igualdade pouco tempo depois por intermédio de Bruno
Moreira após este se ter isolado frente a João Amaral. O empate ao intervalo
castiga o Sporting por ter adormecido e beneficia o Freixieiro pela sua
postura.
Na segunda parte, os locais vem cheios de garra para vencer
os Campeões Nacionais e começam a acerca-se de João Amaral, que se mostra um
guarda-redes, atento, seguro e determinante em determinadas fases do jogo. Só
não conseguiu evitar o terceiro golo do Freixieiro aos 25 minutos, na marcação
de um livre, bem executado por Leandro Parada. Este golo foi o toque de reunião
da equipa leonino, que imediatamente abandona a postura passiva e vai à procura
da vitória. Aos 31 minutos, Lipi com naturalidade faz o empate. O jogo entra
num ritmo “louco” com muito ataque, contra-ataque, muitas falhas na
finalização, boas defesas dos guarda-redes até que a 41 segundos do fim, Bruno
aparece á frente de Rui Gonçalves e recoloca o Sporting em vantagem. Foi um
golpe duro para a equipa da casa, que 8 segundos depois sofre novo golo, pelo
mesmo atleta.
No fim do jogo, a merecida homenagem dos campeões nacionais
com a entrega por parte da Federação, da Taça Nacional e das medalhas.
Nos Açores, no Pavilhão do Porto Judeu, o CDCC Posto Santo
recebeu e venceu o CCDR Covão do Lobo por 9-8, conseguindo assim a sua primeira
vitória e os primeiros pontos que já mereciam na prova.
Os Terceirenses entraram decididos em tudo fazer para
alcançar a vitória no jogo, efetuando uma pressão alta sobre o adversário,
remetendo-o a um autêntico colete-de-forças, construindo e desperdiçando
inúmeras situações de golo, até que, ao minuto cinco, finalmente o marcador
funcionou. O Covão do Lobo reagiu e empatou a partida, entrando esta num ritmo
alucinante de parada e resposta, com os golos a dividirem-se em ambas as balizas,
registando-se mais três igualdades, aos dois, aos três e aos quatro, até ao
intervalo.
Reinício de encontro novamente avassalador dos anfitriões,
só que desta vez com os índices de eficácia na finalização mais apurados, o que
lhes valeu materializar em golos tamanho ascendente, com Diogo Vieira a fazer
dois golos de rajada, seguidos de outros dois de José Martins.
Pelo meio, o Covão do Lobo ainda marcou, mas o Posto Santo
voltou a manter a diferença, que chegou aos quatro golos, voltou aos três e
estabilizou nesse número, entrando o jogo numa fase totalmente aberta de parte
a parte, fruto do abandono quase por completo dos rigores e sistemas táticos,
com os intervenientes a jogarem por instinto um futsal de improviso com clara
vantagem para o Posto Santo.
Todavia, na ponta final a equipa da casa quase que deitava
tudo a perder, ao ver o adversário se aproximar perigosamente até à margem
mínima. Ainda assim, com esta vitória o Posto Santo deu por finalizada da melhor
forma a sua prestação na Fase Final do Nacional da modalidade.
A equipa do CDCC Posto Santo superou todas as expectativas,
discutindo os resultados até ao último minuto, tornando-se num obstáculo duro
de ultrapassar e demonstrando qualidade técnica e tática, recebendo, por isso,
rasgados elogios dos antagonistas.
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